No capítulo 3 do livro "Blogs- Revolucionando os meios de comunicação", Juan Varela contextualiza a emergência de um novo Jornalismo mais especificamente na Espanha: O Jornalismo 3.0 , o qual coincide com a própria política daquele lugar.
-Mas o que é o Jornalismo 3.0? Como veio a surgir esse tipo de jornal?
Voltando a questão espanhola...Este país passava por crises de cunho social, econômico, étnico ("A questão Basca") e principalmente político e todas essas questões vieram à tona com os atentados terroristas do 11 de março de 2004.
Então, a partir desses acontecimentos os meios de comunicação em massa- jornal impresso, rádio, televisão e também o jornal digital- entraram em ação. Estes media passaram a transmitir as informações dos fatos que estavam acontecendo e o público que estava acompanhando este momento passou a comentar essas informações dando sua opinião,sua visão a respeito da matéria que estava sendo publicada.
Por isso surgiu o Jornalismo 3.0. Também chamado de Jornalismo participativo, afinal o público passou a dar sua opinião; construindo de certa forma a notícia e em um tempo quase instantâneo.
Ao ler o sub-capítulo: "Meios hiperlocais para a globalização" lembrei de um comentário que meu avô Aly libdy fazia dos telejornais: "Isto é um absurdo: os telejornais nacionais duram quase uma hora enquanto os locais apenas um terço desse tempo!".Tudo bem que existe um certo exagero nessa declaração (quanto à duração dos telejornais), mas ele sempre reclamava, e reclama até hoje, dos diferentes tipos de jornais locais que, segundo ele, são muito superficiais.
É sobre essa questão que Varela aborda nesse subcapítulo. Ele diz que diante de tantas informações globais e generalizadas, as pessoas normais necessitam e exigem que as notícias sejam mais aprofundadas, afinal elas vivem em uma região específica, elas precisam estar a par do que acontece ao redor delas, nas suas "casas". Esses cidadãos comuns não querem mais informações microlocais os quais aparecem em poucas páginas de um jornal impresso, mas sim hiperlocais. O que necessita mais uma vez da participação dos próprios interessados, consolidando desta forma a participação destes e também o conceito de Jornalismo 3.0 ou Jornalismo Participativo ou, ainda, o embrião deste: O "Jornalismo cidadão"(DEWEY, John).
relacionados:
http://www.juanvarela.com/
http://www.crf-usa.org/bill-of-rights-in-action/bria-24-1-c-john-dewey-and-%20the-reconstruction-of-american-democracy.html
periodistas21.blogspot.com (blog de Juan Varela)
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u81538.shtml
segunda-feira, 24 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Jornalismo evoluindo no World Wide Web
Quando o conteúdo jornalístico passou a ser utilizado na web, ele assemelhava a uma cópia do jornal impresso. Mas agora as pessoas poderiam ler o impresso em um outro " meio de comunicação ". A essa 1ª etapa dá-se o nome de Jornalismo 1.0.
Apesar da linearidade com a qual o leitor ainda era submetido, este foi o primeiro e grande passo para a penetração do jornalismo no ciberespaço.
Com o aperfeiçoamentos dos próprios serviços da Internet, o jornalismo passa a dispor desses instrumentos, possibilitando ao leitor se interligar mais nesse espaço e explorá- lo um pouco mais através dos hipertextos, das multimídias, das convergências de temas, dos chats ... Essa geração de jornal digital foi denominada de Jornalismo 2.0.
E atualmente há um novo desafio: O Jornalismo 3.0 ou Participativo, o qual foge um pouco da regra dos jornais digitais mais tradicionais por, como o próprio nome já diz, possibilitar uma maior participação do leitor na construção da notícia; fazendo com que estes não se socializem somente com a notícia, mais também com outros leitores, com outras comunidades virtuais as quais comungam ou não das suas ideias; o que torna essa rede cada vez mais ramificada e interconectada uma vez que ao partirem de uma única temática poderão surgir pontos de vistas completamente diferentes, sendo necessário então, a aplicação da real comunicação para gerir, coordenar essas diferenças.
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